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1,6% dos trabalhadores com deficiência têm carteira profissional registrada

O recente Censo Demográfico do IBGE em 2010 identificou que na idade entre 15 e 64 anos estavam trabalhando 82.674.712 pessoas no total da população e entre as pessoas com deficiência na mesma faixa de idade estavam ocupadas 18.743.537 pessoas.

Já do lado do trabalho formal, que garante direitos trabalhistas e previdenciários, 52,9% do total de trabalhadores tinham carteira profissional registrada (43.706.799) e  apenas 1,6% das pessoas com deficiência que trabalhavam tinham direitos garantidos, o que representava 303.236 pessoas

Além disso, se todas as empresas cumprissem a Lei de Cotas, deveríamos ter hoje no Brasil mais de 900 mil pessoas com deficiência empregadas, mas apenas 223 mil foram contratadas graças à Lei de Cotas. Ou seja, o que está sobrando para os trabalhadores com deficiência são empregos informais, por puro preconceito que precisa ser enfrentado.

A chamada Lei de Cotas (artigo 93 da lei 8.213) estabelece que toda empresa com cem ou mais funcionários deve destinar 2% a 5% (numa escala crescente, proporcional ao número de funcionários) dos postos de trabalho a pessoas com deficiência

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i.social

Uma Reposta para “1,6% dos trabalhadores com deficiência têm carteira profissional registrada”

  1. On 9 de março de 2013 at 14:30 Evandro respondeu com... #

    E o que dizer de empresas que possuem uma grande quantidade de empregados em funções que não exigem maiores habilidades e/ou qualificações? Como exemplo, cito a empresa em que trabalho, que possui 3.500 empregados, sendo que nem 3% são funções com mais habilidades e/ou qualificações. Nestas funções é que já conseguimos contratar quase 100 empregados, mas, e nas funções que compõem a maioria? A conta é simples: se temos 3.500 empregados, devemos ter, pelo menos, 175 empregados com deficiência, mas, só temos 88 cargos ditos “melhores” (funções administrativas). Os outros 87 empregados para cumprir a cota legal (175 – 88 = 87) devem ocupar essas funções “menos interessantes” (auxiliar de limpeza, servente, etc.), mas, não encontramos interessados. Inclusive, se aparecem deficientes interessados, fazemos a demissão de empregados “não” deficientes para contratar os deficientes, mas, nem assim estamos conseguindo. O que fazer?

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