Carreira

Adeus, Trabalho Chato

Texto extraído de: Você S/A

Conheça histórias de profissionais que abandonaram o emprego tradicional em busca de mais realização e inspire-se se você quer se juntar a essa turma.

Longe da vida corporativa

A veterinária paulista Maria Elisa Muntaner, de 36 anos, com MBA em marketing e em administração, passou 10 anos na área de produtos de saúde da multinacional alemã Bayer, sendo os últimos como gerente. Em um determinado momento, cansou da rotina corporativa.

“O trabalho passou a ser um peso e não mais um prazer”, diz. Em 2009, começou a praticar ioga e se apaixonou. “Percebi que era o que eu queria fazer pelo resto da vida”. Começou a estudar a prática, fez um curso de formação de instrutora e reduziu em 50% seus gastos mensais para poupar.

Há cerca de um ano, comprou uma unidade da Vydia, rede de academias de ioga. Hoje, sua renda corresponde a 60% do que ganhava como executiva da Bayer, mas Maria Elisa diz que não faria nada diferente.

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Valores alinhados

Fonoaudióloga de formação, a paulista Fernanda Crema, de 33 anos, era gerente comercial do Hospital do Coração, em São Paulo, em 2010, quando decidiu empreender. Ela já trabalhava há cinco anos no hospital e sentia-se incomodada com a falta de autonomia. Queria entender o negócio como um todo.

Depois de procurar alternativas, decidiu seguir no mercado de turismo, com o qual se identificava. “Há muitas possibilidades na área”, diz.

Fernanda fez um curso de agente de viagens e usou seu conhecimento em gestão – tem um MBA – para começar o negócio. Durante a transição, reduziu os custos de vida em 25%. Em 2011, abriu a agência de turismo Bureau Brasil Travel & Business, em São Paulo, e pediu demissão do HCor no início deste ano. “Hoje faço o que gosto e da maneira que acredito”.

De volta à sala de aula

A paulista Alessandra Baccaro, de 42 anos, resolveu fechar sua agência de comunicação corporativa, onde trabalhou durante 10 anos, para começar do zero em outra área. Desencantada da profissão, ela buscava algo que realmente a deixasse feliz.

“Meu trabalho perdeu o sentido. Sabe, quando você acorda e pensa nas coisas que precisa fazer e sente-se bem? Eu não tinha mais isso”, lembra. Em 2005, entrou na faculdade de psicologia. Nos primeiros anos, sua renda mensal foi reduzida em 90%.

“Foi sofrido, mas contei com o apoio de minha família”, diz. Hoje, além de ter seu próprio consultório, trabalha na equipe de pesquisa do hospital da Universidade de São Paulo (USP).

Mais-autonomia

Formado em economia pela Wharton School e com MBA em Stanford, o paulista Fernando Okumura, de 34 anos, construiu sua carreira fora do país. Foi analista de investimentos da JP Morgan em Nova York, Estados Unidos e consultor da McKinsey & Co em Sydney, na Austrália.

Mesmo com boas perspectivas de carreira, voltou ao Brasil em busca de novos desafios. “Já não via sentido no que fazia”, diz. Em 2007, fundou a Squadra, empresa de materiais sintéticos para construção e, em 2010, a Kekanto.com, guia móvel local baseado em opiniões de consumidores.

Nesse período, teve de realinhar seu orçamento, que caiu cerca de 10 vezes. “A satisfação de criar algo que pode ajudar as pessoas é mais importante do que o salário que recebia todo o mês”.

Dono da agenda

Há um ano, o paulista Diego Silva, de 27 anos, gerente de negócios da Ticket, trabalha no esquema de home office. Depois de passar três anos em uma construtora na Espanha, Diego voltou ao Brasil para trabalhar na Ticket (atuou já havia atuado de 2001 a 2004), em busca de um trabalho com mais qualidade.

“Aqui, a maioria da equipe comercial possui horários flexíveis”, conta. Com mais flexibilidade, ele conseguiu voltar para a natação e pode ficar mais tempos com a família. “Demorava mais de uma hora para chegar ao trabalho por causa do trânsito.

Era desgastante”, diz. Hoje, ele organiza a agenda de acordo com a demanda de trabalho e vai apenas de 15 em 15 dias à empresa. “Meu rendimento aumentou e estou mais satisfeito”.

Talento empreendedor

O administrador paulista Pedro Cavalcanti, de 25 anos, sócio do site DondeVoy, buscador de restaurantes de São Paulo, tinha tudo para ser um jovem bem-sucedido. Ainda como estagiário da P&G (ex-Procter & Gamble), Pedro foi expatriado para o Panamá para adquirir mais experiência.

Ao se formar, recebeu a proposta de receber 6 000 reais de salário inicial e ficar mais 5 anos no país. Recusou a oferta. Logo depois foi coordenador de marketing na Unilever, mas também não gostou. “Estava insatisfeito e trabalhava até 14 horas por dia”, diz.

Há sete meses, resolveu largar a empresa para virar sócio, com mais quatro amigos, do site DondeVoy. Sua renda mensal caiu 75%. Pelo seu planejamento, em cinco meses passará a ganhar 50% do salário que recebia.

Vida executiva com qualidade

A história de carreira de Glaucia Maurano, de 38 anos, gerente de marketing da Avaya, fabricante de equipamentos de telecomunicações, de São Paulo, se encaixa nos casos de gente que precisa deixar o emprego para compreender quais são seus objetivos de carreira. Em 2009, deixou um trabalho de executiva para fazer um ano sabático.

Quando voltou, começou a procurar um trabalho que lhe permitisse ficar mais tempo com os filhos gêmeos, hoje com sete anos. “Não queria abandonar o marketing, que é minha paixão, mas precisava de uma rotina mais flexível”, diz. Começou a procurar empresas que oferecessem a opção do trabalho à distância.

Hoje, ela costuma trabalhar dois dias por semana em casa, consegue levar e buscar os filhos na escola e ainda faz aulas de jazz.

 

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