Inclusão

Apesar dos avanços sociais, o preconceito contra pessoas com deficiência ainda é uma barreira no trabalho

18

Nos últimos anos, a sociedade tem experimentado uma série de mudanças que moldaram atitudes, relações sociais e até mesmo hábitos de consumo. Algumas dessas mudanças foram mais naturalmente absorvidas pelo coletivo e rapidamente se tornaram parte do dia a dia das pessoas. Outras, no entanto, passaram (ou ainda passam) por uma série de barreiras para eliminar preconceitos, falta de informação e discriminações causadas por senso comum.

O fato é que grupos originalmente mais excluídos ou marginalizados vêm ganhando cada vez mais voz e espaço na sociedade. Com isso, mulheres, negros, população LGBT+ e pessoas com deficiência passaram a estar mais presentes em universidades, nos meios de comunicação e nas ruas, tornaram-se reconhecidos como potenciais consumidores e ganharam os mesmos direitos que qualquer cidadão deve ter.

Nas empresas não é diferente. Aliás, essa ordem deve ser inversa, afinal é a partir do trabalho que os cidadãos ganham mais qualidade de vida, poder de compra (e, consequentemente, viram alvo da publicidade), passam a ter condições de frequentar lugares que antes não tinham acesso, estudar e se relacionar.

É muito provável que você já tenha observado isso na empresa onde você trabalha. Quantas mulheres, negros, gays, transexuais e pessoas com deficiência trabalham lá? Mesmo que sejam poucas, o cenário era muito mais excludente antes.

No caso das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, especificamente, existe uma lei – vigente desde 1991 – que tem como objetivo garantir a inclusão deste grupo de pessoas nas empresas brasileiras. De acordo com a Lei de Cotas, as empresas com 100 ou mais funcionários devem reservar de 2% a 5% de suas vagas a profissionais com deficiência.

Na teoria, a lei resolveria (em partes) um cenário de exclusão que vem desde o passado. Porém, na prática, nos deparamos com uma realidade onde há muito mais vagas não preenchidas nas empresas, mesmo que exista um grande número de candidatos que podem – e querem – preenchê-las.

O que acontece, então?

Questão de talento

A falta de vagas preenchidas por PCDs é uma questão delicada que envolve dois pontos:

Primeiro ponto: Embora existam empresas que pensem “de forma inclusiva”, ofertando corretamente as vagas destinadas à cota e contratando candidatos pelas suas competências (e não pela deficiência), há muitas outras que não fazem o mesmo por considerar que as pessoas com deficiência são menos qualificadas ou capazes do que as pessoas sem deficiência.

No primeiro cenário, há grandes chances da diversidade trazer bons resultados para a empresa. Pesquisas já apontam que equipes diversificadas produzem melhor e têm melhores resultados. Uma explicação para isso é que pessoas diferentes, com realidades e experiências diferentes também pensam diferente, trazendo mais inovação, olhar investigador e busca por desafios.

No segundo cenário, entretanto, o profissional com deficiência fica à mercê de vagas pouco atrativas e só tem essa oportunidade devido a uma obrigação legal. Discriminação, falta de projeção de carreira e até mesmo atitudes hostis de gestores e colegas de trabalho são algumas das consequências esperadas.

O outro ponto dessa questão diz respeito ao próprio profissional com deficiência. Por questões históricas, as PCDs têm/tiveram maiores dificuldades para se qualificar – isso envolve, por exemplo, formação escolar, formação técnica/profissionalizante e experiência profissional. Por mais que exista um grande número de deficientes com nível superior cursando ou completo, a comparação deles com profissional sem deficiência é injusta.

É por isso que existe a necessidade da cota. Considerando seu real significado, a cota oferece uma oportunidade de trabalho para quem nunca a teve. Essa ferramenta serve para que um candidato com deficiência possa se desenvolver profissionalmente e futuramente não precise se sentir deslocado no ambiente empresarial, pois com a assistência ideal, bom trabalho e dedicação, ele terá total capacidade para ser um profissional tão bom quanto qualquer outra pessoa.

Analisar a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é se desamarrar de qualquer ideia pré-formada por senso comum ou falta de informação. Somente com informação de qualidade é possível melhorar ambos os cenários de trabalho e construir uma sociedade inclusiva em todos os âmbitos.

A i.Social é uma consultoria com foco na inclusão social e econômica de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Acesse nosso site ou entre contato conosco para conhecer nossos serviços, vagas e treinamentos: i.Social – Soluções em Inclusão Social.

atendimento@isocial.com.br | (11) 3891-2511

Tags: , , , , , , , , , , ,

Não GosteiGostei (Sem votos)
Loading...

i.social

Sem comentários ainda.

Adicione sua resposta