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Casal Resolve Construir Parques por Amor à Filha que Morreu

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Extraído de: Mulher.terra

Como se reerguer após a perda repentina de um filho? O executivo do mercado financeiro, Rodolfo Henrique Fischer, 51 anos, e sua esposa, a psicóloga Cláudia Petlik Fischer, 35 anos, parecem ter encontrado uma resposta a essa pergunta. Um mês depois de Fischer abandonar uma carreira bem-sucedida para dedicar mais tempo aos filhos pequenos Arthur e Anna Laura, ele e a mulher precisaram encarar uma dura fatalidade: aos 3 anos, Anna Laura perdeu a vida em um acidente de carro. Era maio de 2012.
 
Dois anos depois, a tragédia revelou um lado menos sombrio, quando o luto serviu como pontapé inicial para a criação do Projeto ALPAPATO – Anna Laura Parques para Todos. “São parques acessíveis que permitem que crianças com e sem deficiências brinquem umas com as outras, interajam e se desenvolvam em um local seguro, elaborado por terapeutas e outros profissionais de alto nível, criado e mantido sob as melhores normas e conceitos”, esclarece Fischer. Um parque-piloto, pioneiro no gênero, foi inaugurado em janeiro na Mooca, em São Paulo.

A meta é que, a cada ano, quatro novos parques semelhantes sejam construídos. O espaço na Mooca conta com 15 peças, como escorregador adaptado, balanços para crianças com dificuldades motoras, entre outros brinquedos e equipamentos com recursos de uso para cadeirantes. A criação do parque acessível contou com recursos do próprio Fischer e com materiais e mão de obra doados fornecedores.

Religião motiva novas ideias e pensamentos
Em agosto de 2012, Fischer e a esposa Cláudia viajaram a Israel e se encantaram com um parque acessível que conheceram em Jaffa, a 50 quilômetros de Jerusalém. Encantada, Cláudia se propôs a trazer a ideia para São Paulo. “Nossa religião acredita que boas ações em nome de Anna ajudam a elevar a alma dela”, explica Fischer, que é judeu.

Há pouco mais de quatro meses, Fischer e Cláudia tiveram seu terceiro filho, Felipe, e agora esperam outros dois grandes acontecimentos: a publicação do livro Em nome de Anna, que conta a história da menina e do projeto ALPAPATO, e a inauguração de uma biblioteca pública com o nome da filha, em Tel Aviv, capital de Israel, no Arab Jewish Community Center (AJCC), centro de convivência entre árabes e judeus.

O casal pretende criar, no futuro, uma ONG que possa auxiliar outros pais com histórias parecidas, além de inaugurar mais quatro parques acessíveis em Recife, Porto Alegre, Araraquara (São Paulo) e na capital paulista. “Nossa intenção é homenagear a Anna Laura oferecendo ajuda a quem precisa.”

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