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Cobranças e debates contribuem para promover a inclusão social

Cobranças e debates contribuem para promover a inclusão social

Numa sociedade permeada por preconceito e discriminação, as leis e as políticas de cotas são as principais, talvez as únicas, maneiras de garantir a igualdade de direitos. As críticas à existência de cotas revelam a resistência à mudança e a adaptação do ambiente para permitir o acesso de grupos excluídos por suas limitações sociais, raciais ou físicas.

As dificuldades enfrentadas por quem vive alguma dessas limitações, mostram o problema que o contexto social tem na relação com essas pessoas. “Não é o limite individual que determina a deficiência, mas sim as barreiras existentes em seu meio”, afirmou Izabel Maria Maior, professora de medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), numa discussão sobre deficiência e diferenças no programa Café Filosófico do Instituto CPFL.

Com o tema “o valor das diferenças em um mundo compartilhado”, a médica falou sobre o direito à acessibilidade e a importância das cotas. Segundo relatório da ONU, as pessoas com deficiência representam 15% da população mundial. No Brasil, o censo de 2010 apontou que 23,9% dos brasileiros são portadores de algum tipo de deficiência.

A Constituição Federal Brasileira garante a igualdade de direitos sem distinção. Essa igualdade, assegurada pelo artigo 5º, inclui também a igualdade de possibilidades de desenvolvimento físico, moral e profissional de todos, sem distinções.

A entrada no mercado de trabalho é a maior barreira que a pessoa com deficiência encontra. Não só por questões de infraestrutura, mas, principalmente, pelo preconceito que enfrenta. “As cotas existem porque existe a discriminação”, explicou Izabel Maria enquanto falava da inserção de pessoas com deficiência no mercado. A lei de cotas não é um privilégio, cobra-se do candidato cotista as mesmas exigências. “O que acontece é que eles estão numa lista de pessoas que sofrem um preconceito tão grande, que precisam ser protegidas por uma lei”, afirma.

Promover discussões sobre esse tema é uma das maneiras de contribuir no processo de mudança e adaptação da estrutura, tanto física quanto cultural do ambiente. Elaborar questões, procurar respostas, cobrar e denunciar irregularidades. É preciso ouvir quem vive essas dificuldades e que todos colaborem com ações que combatam o preconceito e promovam a inclusão.

Assista abaixo à entrevista da professora de medicina Izabel Maria Maior para o programa Café Filosófico do Instituto CPFL:

Texto da jornalista Andressa Alves para o blog da i.Social. Queremos promover o debate sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Este tema ainda apresenta poucas informações ou debates, por isso estamos em busca de novas visões sobre o assunto. Caso tenha interesse em contribuir com a produção de textos para nosso blog, entre em contato conosco através do e-mail atendimento@isocial.com.br. Vamos, juntos, desenvolver uma solução sobre os desafios da inclusão desses profissionais!

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