Inclusão

Como aprimorar a inclusão de pessoas com deficiência na sua empresa?

Como aprimorar a inclusão de pessoas com deficiência na sua empresa

Atualmente, o mercado corporativo tem como pauta a inclusão de pessoas com deficiência nas empresas com 100 ou mais funcionários. Campanhas, debates e a própria legislação de cotas reforçam a importância do trabalho para estes profissionais. O que acontece, no entanto, é que, embora a inclusão seja discutida e – também – obrigatória para essas empresas, muitas delas encaram a contratação de um PCD como um mero cumprimento da lei.

A inclusão não deve ser vista como uma barreira, mas sim como a oportunidade da empresa recrutar talentos qualificados que possam contribuir com suas atividades e resultados. Dessa forma, a inclusão só ocorre, de fato, quando é feita com interesse real no desenvolvimento de um profissional com deficiência, independentemente das suas limitações.

Sua empresa precisa praticar a inclusão e não apenas “preencher cotas”, mas, para que o processo de inclusão social seja efetivo, a valorização dos profissionais com deficiência deve ser o primeiro passo. Vagas de emprego qualificadas, oportunidades de desenvolvimento e acompanhamento/auxílio do colaborador em suas atividades diárias são elementos básicos – mas fundamentais – para promover a inclusão no ambiente de trabalho.

Por outro lado, ainda falta conhecimento de questões fundamentais neste processo, e isso acaba gerando preconceitos e exclusão. Segundo uma pesquisa conduzida pela i.Social com profissionais de recursos humanos, ao serem apresentados a um candidato com deficiência para uma vaga de emprego, 67% dos entrevistados afirmaram ter resistência em entrevistá-lo e/ou contratá-lo.

Outra questão preocupante (e, também, motivo de grandes queixas por parte dos candidatos) é a qualidade das vagas reservadas para as “cotas”. Infelizmente, muitas empresas destinam apenas vagas operacionais aos candidatos com deficiência. Essa é uma atitude que atrasa o processo de inclusão, além de reforçar o preconceito de que o candidato com deficiência não tem perfil necessário para melhores posições na hierarquia da empresa.

Infelizmente, o despreparo e o preconceito fazem parte da relação entre as empresas e os candidatos com deficiência (muitas vezes, antes mesmo da contração). Para reverter esse quadro, a visão inclusiva deve ser trabalhada e inserida no dia a dia da instituição, seja por meio de treinamentos para os profissionais de recursos humanos ou com palestras direcionadas aos demais funcionários da empresa. O importante é contar com a contribuição de todos que fazem parte do ambiente no qual a PCD será envolvida.

Os gestores devem fazer o acompanhamento do profissional com deficiência, garantindo a sua integração na nova equipe, e os colaboradores, por sua vez, precisam ser orientados sobre a necessidade de eliminar conflitos com seus novos colegas e, acima de tudo, ter paciência com suas limitações e saber ajudá-los. Apenas com esses pensamentos é possível promover um ambiente de trabalho que permita o desenvolvimento coerente e justo desse profissional, sem causar exclusão ou tratamentos pejorativos no dia a dia da empresa.

A inclusão social é um processo que traz vantagens para todos a partir do momento em que se eliminam estereótipos, discriminações e paradigmas ultrapassados. Há sempre um ganho no que diz respeito à humanização da empresa, além do papel do PCD de ter reconhecimento e independência para assumir responsabilidades e contribuir para o sucesso da organização.

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