Inclusão

Deficiência auditiva é a segunda deficiência com maior empregabilidade no Brasil

Deficiência auditiva é a segunda deficiência com maior empregabilidade no Brasil

De acordo com dados de 2015 da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), a deficiência auditiva é a segunda deficiência com maior nível de empregabilidade no mercado formal. Quase 80 mil pessoas com algum nível de surdez trabalham com carteira assinada nas mais diversas atividades profissionais, representando 22,28% do total de 356 mil trabalhadores com deficiência empregados no Brasil¹.

Contudo, uma queixa comum das PCDs é a de que as empresas não estão preparadas para recebê-las, o que implica em um processo de inclusão que dificulta ou mesmo impede que um profissional capacitado com algum nível de surdez seja contratado pela vaga a qual se candidata e, de fato, desempenhe um importante papel dentro da companhia.

A inclusão das pessoas com deficiência auditiva no mercado de trabalho

Se a inclusão de uma pessoa com algum tipo de deficiência nas empresas brasileiras já é naturalmente mais difícil devido a barreiras arquitetônicas e culturais (que levam à discriminação ou exigem mudanças de paradigmas e adaptações estruturais em alguns setores da companhia), as pessoas com deficiência auditiva acabam enfrentando algumas barreiras a mais – sobretudo, de ordem sonora.

Isso se dá pelo fato de que a comunicação sempre foi um ponto essencial para a relação entre as pessoas em sociedade, por isso muitas vezes não nos vemos preparados para partir de uma comunicação unicamente não-verbal. Isso se replica, automaticamente, às empresas, pois muitas delas também não se encontram preparadas para partir de outro viés de comunicação.

Por outro lado, é necessário considerar que estamos nos comunicando o tempo todo, seja por meio de palavras ou gestos; e também é importante ter conhecimento de que há diferentes graus de surdez. Alguns deles interferem na capacidade de comunicação e compreensão das palavras (necessitando do uso da língua de sinais e/ou a leitura labial pelas pessoas com deficiência auditiva), enquanto outras, por outro lado, não comprometem o trabalho diário deste profissional.

A partir dessa percepção, devemos considerar que, quem apresenta algum nível de surdez (leve, moderada, acentuada, severa ou profunda), não precisa ficar limitado à sua deficiência para encontrar um trabalho que realmente goste e se identifique.

Ainda de acordo com dados da Rais 2015 e do Ministério do Trabalho, as três profissões mais agregadoras do público surdo são auxiliar de escritório (6.898 trabalhadores), alimentador de linha de produção (5.341) e assistente administrativo (4.205).

Embora encontremos um grande número de vagas mais operacionais, é nítido que – lentamente – outras funções como engenheiros, advogados e cirurgiões dentistas vem crescendo. Ou seja, a ideia pré-estabelecida de que as pessoas com deficiência auditiva só podem trabalhar em funções em que não precisem se comunicar diretamente, aos poucos, vai deixando de estar presente no mundo corporativo.

Ainda assim, é importante a disseminação de informações sobre a linguagem de sinais, a interação com os demais funcionários da companhia, além de uma visão mais inclusiva dentro das empresas – permitindo que esse grupo de pessoas tenha oportunidades de trabalho que valorizem sua capacidade e ajudem em seu crescimento profissional.

¹ Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Trabalho

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