Inclusão

A Deficiência nas Grandes Regiões Brasileiras

deficiencia

Texto extraído de: Pessoa com Deficiência, Cartilha do Censo 2010

As respostas aos questionários do IBGE refletem a percepção que as pessoas têm sobre suas funcionalidades. A funcionalidade não depende somente da restrição corporal, mas também, e principalmente, de estrutura de organização social flexível e adaptável a todos os tipos de pessoas, notadamente crianças, pessoas com deficiência (permanente ou temporária) e idosos. Estados e regiões oferecem condições de vida diferentes para seus habitantes e como as pessoas com deficiência incluem em suas percepções as dificuldades e facilidades que enfrentam em suas vidas diárias, a incidência pode ser maior ou menor, dependendo das condições oferecidas pelo estado e região. Portanto, a maior incidência pode refletir, também, condições de vida piores encontradas em alguns estados e regiões.

A Região Nordeste teve a maior taxa de prevalência de pessoas com pelo menos uma das deficiências, de 26,3%, tendência que foi mantida desde o Censo de 2000, quando a taxa foi de 16,8% e a maior entre as regiões brasileiras. As menores incidências ocorreram nas regiões Sul e Centro Oeste, 22,5% e 22,51%, respectivamente. Esses dados corroboram a tese de que a deficiência tem forte ligação com a pobreza e que os programas de combate à pobreza também melhoram a vida das pessoas com deficiência.

gráfico 1

Entre os estados brasileiros, a maior incidência da deficiência ocorreu nos estados do Rio Grande do Norte e da Paraíba, com taxas de 27,76% e 27,58%, respectivamente, bem acima da média nacional de 23,9%.

As mais baixas ocorreram no Distrito Federal e no Estado de São Paulo, com 22,3% e 22,6%, respectivamente. Embora as políticas para as pessoas com deficiência sejam, em sua grande maioria, nacionais, estados e municípios desenvolvem políticas complementares e executam ações dos programas federais.

gráfico 2

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i.social

Uma Reposta para “A Deficiência nas Grandes Regiões Brasileiras”

  1. On 5 de fevereiro de 2014 at 0:47 Vandilma Santana respondeu com... #

    Esse é o nosso país, com tantas realidades desiguais, não seria diferente para as pessoas com deficiência, o que falta é criar projetos e realizar esses projetos e não engavetar como ocorre na grande maioria das vezes, claro que para quem não conhece a realidade de ser uma pessoa com deficiência e precisar de algo tão simples quanto ter acesso a um meio fio que separa a rua das calçadas devido a altura e não ter uma rampa construída dentro dos padrões de acessibilidade ou até mesmo ter a rampa e não ser respeitada por está obstruída por veículo é muito fácil achar que o Brasil é um pais que respeita os direitos da pessoas com algum tipo de deficiência.
    Vamos nos atentar brasileiros, para a nossa realidade que de fácil não tem nada.

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