Inclusão

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência: avanços e desafios de 2017

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência 2017

O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é uma data comemorativa promovida pela Organização das Nações Unidas desde 1992. A data é celebrada a cada ano, no dia 3 de dezembro, e tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre assuntos relacionados à igualdade de oportunidades entre pessoas com e sem deficiência, estimular a reflexão sobre os direitos das PCDs, celebrar as conquistas deste grupo em diferentes segmentos da vida social, econômica, política e cultural, entre outros debates.

Para refletir sobre o direito das pessoas com deficiência, é importante se desprender de qualquer ideia pré-concebida de generalização ou assistencialismo voltado a elas. As pessoas com deficiência são diferentes entre si (principalmente do que diz respeito à sua qualificação e inclusão no mercado de trabalho, que é o viés de trabalho da i.Social), ou seja, elas têm necessidades, qualidades, dificuldades e anseios pessoais/profissionais que também são diferentes.

O último Censo do IBGE, realizado em 2010, aponta que cerca de 45 milhões de brasileiros (23,9% da população do país) possui algum tipo de deficiência, além de uma série de outras informações que são usadas como base até hoje – como, por exemplo, os tipos de deficiência dos respondentes, nível de alfabetização e escolaridade.

Já confirmado para 2020¹, o novo Censo poderá trazer dados ainda mais consistentes sobre os avanços e desafios presenciados pelas PCDs nos últimos anos, especialmente porque estamos vivemos em uma era onde os números e as informações avançam constantemente. Um intervalo de 10 anos (2010-2020) é capaz de trazer mudanças muito significativas para a formação e a qualidade de vida das pessoas com deficiência física, visual, auditiva ou intelectual – e compreender essas mudanças ajuda a aprimorar essa discussão cada vez mais.

Exemplos disso são dois pontos positivos que tivemos em 2017:

• As pessoas com deficiência foram incluídas em cotas de universidades federais graças a uma alteração no Decreto 7.824/2012;

• E o tema da redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), realizado em novembro deste ano, foi “Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil” e trouxe para a mídia o debate sobre a inclusão das pessoas com algum nível de surdez.

Além disso, também é válido considerar o forte índice de deficiências adquiridas. Neste ano, a i.Social, em parceria com a Catho, a ABRH Brasil e a ABRH-SP, realizou uma pesquisa com 1.091 pessoas com deficiência na qual 58% delas afirmaram que sua deficiência foi adquirida (geralmente como uma consequência de acidentes de trabalho ou de trânsito, violência doméstica etc.), ante 42% que têm deficiência congênita.

Ou seja, a pessoa não necessariamente passou por dificuldades em se inserir na sociedade desde o seu nascimento, mas pode já ter uma formação média, técnica ou superior prévia e, em algum momento da vida, teve que aprender a lidar com as dificuldades – e o preconceito – na hora de encontrar um trabalho. Isso mostra o quanto a generalização ou a ideia de que as PCDs estão em busca de um “favor” é errada.

Leis e projetos que destinam cotas ou garantias às pessoas com deficiência são importantes sim, mas servem para preencher uma lacuna que as impede de competir com igualdade de oportunidades com as demais pessoas – ponto este que não precisaria existir se ambos os lados tivessem mais acesso à informação e maior compreensão de suas garantias, direitos e deveres.

Ainda sobre a pesquisa realizada pela i.Social, 25% dos deficientes entrevistados afirmaram não conhecer a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), que é considerada uma das mais importantes legislações porque atua como o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Além disso, apenas 18% dos respondentes a conhecem bem ou profundamente. Quanto à Lei de Cotas, os números são melhores: 31% conhecem bem ou profundamente e apenas 12% não a conhecem. Contudo, a maioria das pessoas com deficiência (36%) afirmou conhecê-la parcialmente.

A falta de informação, inclusive por parte das PCDs, pode ser bastante prejudicial na hora de definir ou aprimorar os processos de inclusão ou auxiliar as empresas a desenvolver suas estratégias de contratação e retenção de profissionais com deficiência.

O ano de 2017 termina com um saldo positivo, mesmo que ainda existam muitos desafios pela frente. O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência é, portanto, uma forma de colocar em prática toda essa discussão, dar voz aos (aproximadamente) 45 milhões de brasileiros com algum tipo de deficiência e unir cada vez mais pessoas em busca de uma sociedade mais inclusiva.

¹IBGE precisa de R$ 3 bi para Censo 2020

i.Social é uma consultoria com foco na inclusão social e econômica de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Acesse nosso site ou entre contato conosco para conhecer nossos serviços, vagas e treinamentos: i.Social – Soluções em Inclusão Social.

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