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Incentivos para qualificar PcDs podem aquecer contratações

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A falta de qualificação das pessoas com deficiência (PcDs) é o principal empecilho nos processos de recrutamento das empresas, que continuam a ter na Lei de Cotas a principal motivação para contratar esse grupo de profissionais. As afirmações vêm da terceira edição da pesquisa Profissionais de Recursos Humanos – Expectativas e percepções sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, realizada pela consultoria i.Social com apoio da ABRH-Brasil e parceria da Catho.

De acordo com o levantamento de 2016, que teve a participação de 1.459 profissionais, 86% das organizações buscam contratar PcDs por causa da Lei de Cotas; 9% disseram que a contratação se deve ao perfil do candidato, independentemente da lei; 3% porque valorizam a diversidade; e 2% por acreditarem no potencial do profissional.

Outro dado chama a atenção: quando questionados sobre as contribuições que ajudariam a incrementar a inclusão de PcDs, 63% citaram incentivos para capacitação. Apesar de o número ser menor quando comparado com 2014 e 2015 (veja gráfico), revela uma expectativa de apoio do governo, em suas diferentes esferas.

A barreira da informação

Daqueles que afirmaram já ter entrevistado PcDs (76%), 65% acreditam que poderiam estar melhor preparados para tal função. Para Jaques Haber, sócio-diretor do i.Social, o porcentual aponta a fragilidade do processo de inclusão e, ao mesmo tempo, identifica uma oportunidade para que as empresas invistam mais em treinamentos específicos para os profissionais de RH.

A mesma porcentagem foi registrada quando se perguntou sobre a capacidade de o RH oferecer suporte aos gestores de PcDs: 65% acham que poderiam estar melhor preparados. “Esse dado é preocupante, visto que os gestores são fundamentais ao processo de inclusão. Sem suporte adequado, o risco de má gestão é amplificado, ocasionando situações de exclusão dentro do próprio ambiente de trabalho, falta de atendimento adequado ou diferenças de tratamento e oportunidades”, salienta Haber.

Jorgete Leite Lemos, diretora de Diversidade da ABRH-Brasil, destaca que a Inclusão de PcDs é um tema da diversidade que não depende só da agenda do RH. Anterior a isso, deve estar na pauta de discussão da alta direção.

“Os programas em desenvolvimento nas empresas que já entenderam essa necessidade partem da revisão e do alinhamento a valores contemporâneos, e requerem mudança de modelos mentais presos ao preconceito e à discriminação”, ressalta. Para ela, o RH produz conhecimento e dialoga com a alta direção, mas cabe a esta última identificar a questão da inclusão de PcDs como vital para o negócio.

“Essa é uma questão definitiva nas relações com órgãos e empresas internacionais e no fechamento de negócios com empresas signatárias de pactos globais”, completa.

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Matéria publicada em Pessoas de ValoRH.

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