RH Inclusivo

Inclusão de PCD no mercado de trabalho: barreiras e preconceitos

Inclusão de PCD no mercado de trabalho barreiras e preconceitos

Em 2016, a i.Social realizou a pesquisa Profissionais de recursos humanos: expectativas e percepções sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho com 1.459 respondentes para identificar os principais avanços ou pontos de melhoria nos processos de inclusão.

Um dos dados mais preocupantes, apesar de esperado, é que 86% dos profissionais de RH afirmaram que as empresas contratam os candidatos apenas para cumprir a Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91 que obriga empresas com 100 ou mais funcionários a reservar de 2% e 5% de suas vagas para profissionais com deficiência). Esse número já era alto em 2014 (81%), mas cresceu para 86% tanto em 2015 quanto em 2016.

Esse fato leva à uma baixa qualidade durante todo o processo de inclusão, desde a entrevista e a contratação até o desenvolvimento deste profissional na hierarquia da organização. As empresas ainda consideram a contratação de um PCD como um custo e não como um investimento, por isso, muitas vezes, acabam não disponibilizando os recursos, o tempo e os profissionais necessários para um processo de inclusão de qualidade.

Barreiras e preconceitos no processo de inclusão

O preconceito com as pessoas com deficiência no mercado de trabalho ainda existe e também preocupa. Na mesma pesquisa, segundo 49% dos entrevistados, os gestores entrevistam os candidatos, mas apresentam resistência em contratá-los. Focando-se na questão do preconceito após a contratação, 70% dos entrevistados acreditam que as PCDs sofrem preconceito no ambiente de trabalho, seja por colegas, gestores ou clientes.

Ano após ano, as políticas de inclusão procuram eliminar preconceitos, estereótipos e atitudes de gestores, entrevistadores ou colegas de trabalho que desvalorizam o direito das pessoas com deficiência de terem um trabalho de igual importância com os demais trabalhadores sem deficiência. Investir em informações que desmitifiquem tais preconceitos ainda é um ponto fundamental para garantir a existência de um ambiente de trabalho justo e inclusivo para os profissionais com deficiência ou usuários reabilitados pela Previdência Social.

Inclusão de PCD no mercado de trabalho barreiras e preconceitos 1

Como mencionado acima, o resultado é preocupante. O cumprimento da legislação ainda é o principal motivo para as empresas contratarem pessoas com deficiência.

Inclusão de PCD no mercado de trabalho barreiras e preconceitos 2

Grande parte dos respondentes acredita que o preconceito está presente no ambiente de trabalho, seja por colegas (43%), gestores (33%) ou até por clientes (24%). Os números permanecem praticamente inalterados nos anos anteriores.

Principais barreiras para as pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Ao longo da pesquisa “Profissionais de recursos humanos: expectativas e percepções sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, levantamos diversos obstáculos inerentes ao processo de inclusão e perguntamos aos entrevistados sobre quais eles consideram como os principais. Em primeiro lugar, foi apontado a “falta de acessibilidade” (59%), seguido de “foco exclusivo no cumprimento da cota” (46%), “baixa qualificação das PcDs” (40%) e “falta de preparo dos gestores” (35%).

Confira no gráfico abaixo:

Inclusão de PCD no mercado de trabalho barreiras e preconceitos 3

O “preconceito” aparece em 2016 como um novo indicador e vem com alta percepção.

Leia os textos anteriores:

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