Inclusão

Inclusão, Direito de Todos

 

Por Fausta Cristina – Texto extraído de Vida Mais Livre

Novos significados têm sido atribuídos a termos que já conhecíamos para dar sentido aos comportamentos, atitudes e movimentos da sociedade contemporânea. Assim é com a palavra inclusão, que passou a ser dita com frequência na educação. Quando se fala em inclusão, atualmente, entendemos se tratar da prática de levar para a escola formal, pessoas com necessidades educativas especiais. Incluir é abrir a porta da escola para todos e por mais que isso possa parecer óbvio – a porta da escola tem mesmo que estar aberta – a recepção de crianças, jovens e adultos com deficiência é uma prática recente para um grande número das escolas no Brasil.
Todos nós que temos filhos especiais em idade escolar estamos enfrentando o desafio da inclusão. Na medida em que a chamada lei da inclusão se torna mais conhecida, as portas abertas vão se tornando mais comuns. Porém ainda são poucas; a realidade vivida pela maior parte dos pais é que temos que bater em portas fechadas, levar “porta na cara” e os pais mais corajosos têm até mesmo arrombado portas.

As recusas ainda são a prática geral e elas vêm de forma velada com o discurso: “podemos receber seu filho, mas ele não terá o que precisa”, “não temos a estrutura adequada” ou de forma escancarada: “não somos uma escola inclusiva”.

Os pais acabam tendo que vivenciar a educação de seu filho especial como centralizadora de suas preocupações e esforços, e um peso enorme é acrescentado à sua carga de preocupação com o filho especial. É necessário procurar muito por uma escola que aceite seu filho, munir os profissionais de informação, supervisionar o que tem sido feito e administrar os objetivos educacionais, além de estar atento ao acolhimento da comunidade escolar às específicas necessidades de seu filho e ao bullying.

Para tudo isso estamos dispostos, somos de certa forma pioneiros em incluir e sabemos que novos paradigmas são como diamantes: demoram para se formar, assim como custam para ser desfeitos. Estamos preparados para pagar com dor o preço de ver nossos filhos carentes de atenção ensinando à escola como receber as diferenças e conviver com elas. Mas não estamos preparados para portas fechadas, mentes fechadas, corações fechados. É medonho pensar que tipo de formação advém de uma escola de porta fechada.

Por isso, o termo inclusão, com este significado, precisa deixar de existir, e o termo escola inclusiva precisa ser reduzido simplesmente a ESCOLA, e significar de fato um espaço de aprendizagem para a vida. Não deveria ser necessário termos que empenhar nossos esforços de pais, que já lutam tanto por seus filhos, em fazer com que a escola entenda que educação é um direito de todos, e que neste todos já está naturalmente incluído todo e qualquer indivíduo, com deficiência ou sem, com necessidade especial ou não.

A inclusão de uma criança especial é um grande desafio, mas é possível. O convívio social em uma escola regular é para estas pessoas uma oportunidade única de desenvolvimento, e para a escola a prática de uma educação verdadeiramente baseada nos princípios da ética e da cidadania. Para o educador, o desafio da inclusão de uma criança especial é uma oportunidade de vivenciar uma experiência que marcará para sempre sua história profissional e pessoal; e para a família a esperança de um futuro promissor. Ou seja, todos ganham com a inclusão.

 

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2 Responses para “Inclusão, Direito de Todos”

  1. On 4 de janeiro de 2013 at 17:37 RAFAEL MARCOS GARCIA respondeu com... #

    Parabéns pelo site. Jesus é fiel

  2. On 8 de fevereiro de 2013 at 12:08 RAFAEL MARCOS GARCIA respondeu com... #

    Humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade,
    sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça.
    Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência.
    Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação.

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