Inclusão

Obstáculos nas Ruas Dificultam a Vida de Cadeirantes e Deficientes Visuais

Texto extraído de: Vida Mais Livre

mobilidade urbana é tema de reclamações em todo o Brasil. Além dos congestionamentos e problemas no transporte público, muitos obstáculos são encontrados no caminho dos motoristas e pedestres. Normalmente, eles são resultado de obras de empresas diferentes que deixam verdadeiras armadilhas para a população.

São empresas que prestam serviços para a prefeitura ou também, mesmo os órgãos públicos, que não se conversam. Fazem obras de qualquer jeito, para cumprir prazos, e o resultado é um gasto duplo: com a obra e com o conserto. Sem falar no risco para a população.

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As rampas deveriam facilitar a vida de quem anda de cadeira de rodas, mas em Iguaraçu, no Paraná, não é bem assim. Tem rampa que leva a um muro, a uma entrada de veículos. “Se a gente for olhar, não tem serventia para o cadeirante estar transitando nessas rampas”, declara Roberto Mariano, operador de máquinas.

Com rampas desse jeito, quem precisa delas acaba seguindo pelas ruas. Já em Fortaleza os ciclistas sofrem com obstáculos nas ciclovias. Árvores e tijolos atrapalham. A prefeitura informou que planeja padronizar as ciclovias na cidade para que os ciclistas possam pedalar sem precisar fazer desvios.

Em um bairro de Goiânia, 15 postes estão no caminho dos moradores e enquanto não forem retirados de lá, o asfalto não será feito. Em São Luís, é preciso ainda mais atenção no trânsito. Em algumas avenidas só há semáforo em um dos sentidos da pista.

calçadas em São Paulo com um piso especial para ajudar na locomoção dos deficientes visuais. Mas em um trecho o traçado leva a uma mureta. Nós pedimos para Leonardo Leison, que é deficiente visual, para testar o piso e ver o que ele acha. Caminhou bem até se deparar com a mureta. “É uma situação complicada, né? Se eu não tivesse experiência, não fosse ‘macaco velho’, como dizem, poderia ter tropeçado ou pensar que era uma esquina, ficar sem entender nada”, diz.

Para o especialista João Álvaro de Moraes Felipe, Professor de Orientação e Mobilidade, a obra é inadequada: “No mínimo um equívoco grande aí, porque para algumas pessoas com deficiência visual, pode ser que eles consigam tirar de letra essa situação, mas tem tantos outros que poderão até sofrer um acidente se não tomarem cuidado. Vai ser uma situação não previsível por ele, vai ser surpreendido por esse desvio e para uma mureta”, diz.

A prefeitura de São Luís, onde só tem semáforo de um lado da rua, disse que está providenciando os reparos. Em Iguaraçu (PR), a prefeitura pagou R$ 143 mil para a empresa que fez as rampas para deficientes e informou que deve levar o caso à Justiça para ser ressarcida pelos prejuízos. Em São Paulo, sobre a faixa para os cegos, a subprefeitura de Pinheiros afirmou que o piso tátil está em conformidade com as normas que tratam do assunto, mas disse que os técnicos vão ao local fazer uma nova vistoria.

Fonte: Bom Dia Brasil

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