Inclusão, RH Inclusivo

Perfil do Trabalhador com Deficiência

Texto extraído de: Vida Mais Livre por Andrea Schwarz
A Rais (Relação Anual de Informações Sociais) é um instrumento do governo que visa a coleta de dados dos empregados formais brasileiros. É por meio dela que muitos institutos de pesquisa geram e comparam dados que podem servir como bússola para políticas públicas e privadas no campo trabalhista.
Graças a Rais (2007 e 2008) sabemos que do total de vínculos empregatícios formais 1% é de pessoas com deficiência e que a remuneração média dos trabalhadores com deficiência (Rais 2008) é de R$ 1.717,16 (valor esse superior à média dos rendimentos do total de vínculos formais que é de R$ 1.494,66).
Além disso, a Rais do ano de 2008 mostrou ainda que os empregados com deficiência auditiva recebem o maior salário dentre os diversos tipos de deficiência (R$ 2.162,02) e que, por outro lado, os trabalhadores com deficiência intelectual são os que revelaram o menor rendimento (R$ 690,11).
Em termos do tipo de deficiência, os trabalhadores com deficiência física são os mais empregados: em 2008 eram 177.834 homens e mulheres com alguma limitação física que ocupavam vagas do mercado de trabalho formal. Já os deficientes auditivos eram 79.347 e os visuais 12.428. Os deficientes intelectuais eram (e talvez em 2010 ainda sejam) os que têm menos representatividade nos empregos formais: 10.864. Ou seja, em 2008 no Brasil, segundo a Rais (2008) tínhamos 323.210 profissionais com deficiência empregados contra 39.118.356 assalariados sem deficiência. Em números absolutos o hiato é enorme, mas se continuarmos nesse caminho, o Brasil será mais justo e democrático.

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