RH Inclusivo

Principais desafios para melhorar a empregabilidade das pessoas com deficiência

Principais desafios para melhorar a empregabilidade das pessoas com deficiência 1

Como melhorar a empregabilidade das pessoas com deficiência? Hoje em dia, os profissionais com algum tipo de deficiência – física, visual, auditiva, intelectual e/ou múltipla – contam com leis que têm o objetivo de destinar vagas exclusivas a eles em empresas de diferentes segmentos e melhorar o processo de inclusão – afinal, “inclusão” não se trata apenas de preencher uma vaga, mas também de possibilitar meios de desenvolvimento e aprendizado para o colaborador com deficiência no dia a dia da companhia.

Graças às leis, muitos postos de trabalho formal foram preenchidos (e a fiscalização por parte do Ministério do Trabalho cobra que as cotas sejam cumpridas corretamente). Por outro lado, nos últimos anos, o debate passou a girar em torno da qualidade das vagas ofertadas: vagas que englobem níveis mais avançados na hierarquia da empresa (e não apenas o setor operacional), salários compatíveis com a qualificação dos candidatos e um bom plano de carreira aos funcionários.

Um futuro melhor para a empregabilidade das pessoas com deficiência

Ser responsável pelo recrutamento e seleção de pessoas com deficiência exige que o profissional de RH tenha o conhecimento necessário sobre os tipos de deficiências e as leis que beneficiam as PCDs. Do contrário, as chances de a empresa cometer falhas no processo de inclusão são grandes.

O processo de inclusão – da entrevista à contratação – deve ser conduzido corretamente, sem barreiras ou preconceitos que impeçam o entrevistador de encontrar o candidato ideal para a vaga. O ideal é que o recrutador procure por candidatos para a vaga de acordo com suas competências e somente depois considere a deficiência e as mudanças necessárias para incluir o profissional selecionado em seu quadro de colaboradores.

A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, por exemplo, que entrou em vigor em janeiro de 2016, estabelece diretrizes para garantir boas condições de trabalho para a pessoa com deficiência. Um de seus artigos destaca que “é vedada restrição ao trabalho da pessoa com deficiência e qualquer discriminação em razão de sua condição, inclusive nas etapas de recrutamento, seleção, contratação, admissão, exames admissional e periódico, permanência no emprego, ascensão profissional e reabilitação profissional, bem como exigência de aptidão plena”.

Contudo, melhorar os fatores que garantam uma melhor empregabilidade para as pessoas com deficiência é ponto que depende não apenas do entrevistador, mas também do candidato em si – e, também, da sociedade e das leis existentes. Por esse motivo, investigamos quais ações poderiam e/ou deveriam ser tomadas para melhorar o processo de inclusão. As respostas estão presentes na pesquisa Profissionais de recursos humanos: expectativas e percepções sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, realizada em 2016 pela i.Social com 1.459 profissionais de RH.

Pedimos que os respondentes indicassem três ações fundamentais para melhorar esse processo. As ações mais citadas foram:

  • Incentivos para a capacitação (63%);
  • Campanhas de conscientização (56%);

Principais desafios para melhorar a empregabilidade das pessoas com deficiência

As contribuições mais citadas para a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho demonstram o desejo por contrapartidas sociais para incentivar a empregabilidade das PCDs.

Estes itens também foram os mais citados nas pesquisas dos anos anteriores (2014 e 2015), ou seja, não é de hoje que o processo de inclusão leva mais em consideração as exigências de uma vaga do que os aspectos voltados à capacitação e formação profissional de uma pessoa com deficiência.

A capacitação é um elemento fundamental para a inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho. Apesar da obrigação legal pela Lei de Cotas, muitas empresas justificam a não-contratação de PCDs em seu quadro de colaboradores porque não encontram profissionais qualificados para as vagas. Como consequência, isso dificulta o processo de inclusão como um todo. Felizmente, hoje em dia é possível encontrar cursos de capacitação voltados exclusivamente para esse público. Em alguns casos, os cursos são oferecidos gratuitamente – especialmente para pessoas de baixa renda ou que não tenham completado o ensino fundamental.

Ao final, a pesquisa “Profissionais de RH – expectativas e percepções sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho” procurou trazer um retrato concreto dos desafios enfrentados pelos profissionais de recursos humanos para incluírem pessoas com deficiência em suas empresas, bem como suas opiniões sobre os aspectos que envolvem esse tema.

Para as empresas e pessoas interessadas em dar um salto de qualidade em seus programas e ações de inclusão, essa pesquisa é um instrumento importante para orientar os caminhos a serem percorridos. Esse é o objetivo da pesquisa – bem como a visão da i.Social: promover soluções que levem as empresas a oferecer igualdade de oportunidades para todos, valorizar a diversidade humana e ser agentes de transformação para uma sociedade mais justa e inclusiva.

¹ Confira os artigos anteriores sobre a pesquisa:

• Profissionais de RH e inclusão de pessoas com deficiência: novas expectativas (1ª parte da pesquisa)

Os profissionais de recursos humanos estão preparados para contratar pessoas com deficiência? (2ª parte da pesquisa)

Processos de recrutamento e seleção de pessoas com deficiência: percepções e expectativas (3ª parte da pesquisa)

A i.Social é uma consultoria especializada na inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal. Acesse nosso site, conheça nossos serviços e anuncie sua vaga: isocial.com.br.

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