Inclusão

Processos de recrutamento e seleção de pessoas com deficiência: percepções e expectativas

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O mercado de trabalho para pessoas com deficiência teve notável crescimento nos últimos anos. Boa parte desse avanço se deu graças à legislação de cotas. Entre 2011 e 2014, por exemplo, mais de 153 mil pessoas com deficiência preencheram vagas de trabalhos formais no Brasil. Em 2015, cerca de 39 mil candidatos foram incluídos em empresas com 100 ou mais funcionários por ações de fiscalização do Ministério do Trabalho.

Para que o processo de inclusão seja bem-sucedido, tanto os candidatos quanto os profissionais de recursos humanos (responsáveis pela contratação das PCDs) precisam estar integrados e devidamente informados sobre seus direitos e obrigações legais. Por esse motivo, a i.Social realiza anualmente uma pesquisa com profissionais de RH para entender o processo de inclusão sob a percepção dos mesmos.

A pesquisa “Profissionais de recursos humanos – expectativas e percepções sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho 2016” faz uma comparação de dados das edições anteriores. Confira abaixo os dados sobre processos de recrutamento e seleção de pessoas com deficiência:

Leia também:

• Profissionais de RH e inclusão de pessoas com deficiência: novas expectativas (1ª parte da pesquisa)

Os profissionais de recursos humanos estão preparados para contratar pessoas com deficiência? (2ª parte da pesquisa)

Processos de recrutamento e seleção

Para que exista uma inclusão justa e qualificada, a informação deve ser o primeiro passo. Entretanto, justamente neste quesito existe um grande entrave, já que aproximadamente 94% dos 1.459 respondentes afirmam que sentem falta de informações sobre inclusão de pessoas com deficiência.

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86% dos entrevistados consideram que há falta de informação sobre inclusão de pessoas com deficiência. Faltam estudos, publicações e trocas de experiências que ajudem a entender possíveis e melhores caminhos para incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Para 86% dos entrevistados, a busca por profissionais com deficiência é mais difícil em comparação com aqueles sem deficiência. Nos anos anteriores, o índice também foi alto, mas não houve mudanças significativas.

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A maioria dos entrevistados continua com a percepção de que é mais difícil encontrar candidatos com deficiência.

As fontes para recrutamento estão bastante diversificadas. Considerando que o entrevistado podia escolher até três entre sete opções, “site de emprego online” (59%), “indicação” (58%) e “ONGs” (48%) foram os canais mais citados com um perceptível aumento ano a ano para o uso de sites de emprego online.

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A fonte que mais cresceu proporcionalmente foi “sites de emprego” com 59% em 2016.

Já a elevada busca por pessoas com deficiência nas ONGs demonstra a percepção equivocada de que uma PCD está vinculada a uma associação. As redes sociais tiveram um decréscimo, passando de 29% para 26% das citações entre 2015 e 2016. É preciso construir um grande banco de currículos em nível nacional de forma a atender a demanda das empresas pelos candidatos; essa ação está prevista na Lei Brasileira de Inclusão (LBI).

Principais dificuldades no recrutamento e seleção de pessoas com deficiência

Uma das questões mais importantes para retratarmos o cenário da inclusão são as barreiras percebidas pelos profissionais de recursos humanos. Pedimos que apontassem as três principais dificuldades que sentem na inclusão de pessoas com deficiência:

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As dificuldades principais ainda representam barreiras atitudinais e físicas, além da falta de sistematização das informações sobre as pessoas com deficiência.

“Baixa qualificação das PcDs”, “falta de acessibilidade”, “resistência dos gestores” e “falta de banco de currículos confiável” foram os indicadores mais apontados na pesquisa – pontos, estes, que causam controvérsias entre gestores e candidatos, principalmente se levarmos em consideração que 84% das pessoas com deficiência que se enquadram na lei de cotas possuem ensino médio completo ou superior completo, incompleto ou em andamento, de acordo com dados de 2014 da pesquisa “Pessoas com deficiência: expectativas e percepções sobre o mercado de trabalho”, também realizada pela i.Social.

É nítido, portanto, que o processo de inclusão depende de uma mudança de cultura organizacional. Apenas assim será possível eliminar a resistência por parte das empresas em entrevistar ou contratar profissionais com deficiência, além de corrigir percepções erradas sobre a qualificação e a capacidade dos mesmos.

A missão da i.Social é auxiliar empresas a contratar PCDs, oferecendo consultoria técnica especializada em todas as etapas de um programa de inclusão. Acesse nosso site ou entre em contato conosco para incluir candidatos com deficiência em seu quadro de funcionários: isocial.com.br.

One Reply to “Processos de recrutamento e seleção de pessoas com deficiência: percepções e expectativas

  1. Participei d um processo seletivo na AmBev,passei nas duas estampas,fiz exame admissional,a resposta q tive e que meu cid não e PCD.me ajudem meu cid 10=18.6

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