Carreira, Inclusão

Qualificar é Preciso

As histórias de superação, e os desafios enfrentados pelos milhares de deficientes na busca por uma oportunidade de trabalho, fizeram com que o atual presidente do Instituto Cultural, Educacional e Profissionalizante para Pessoas com Deficiência (ICEP), Sueide Miranda, abraçasse a ideia de ajudar essas pessoas.

Segundo ele, o governo parece não ter interesse em adotar políticas de inclusão social, sobretudo voltadas para qualificação profissional, para que os deficientes possam ocupar cargos. “O modelo de inclusão no mercado de trabalho para os deficientes é inadequado. As empresas não preparam seus funcionários para lidar com eles. Existe preconceito muito grande em relação aos deficientes”, observa.

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Miranda acrescentou ainda que está preocupado com os grandes eventos marcados para os próximos anos, como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo. Ele destaca, por exemplo, que os intérpretes de libras – linguagem dos surdos e mudos – não são suficientes para atender os deficientes nos estádios. “Hoje temos no Brasil cerca de 80 profissionais da área, são necessários 400 em eventos de grande porte”, alerta. É preciso treinar e contratar mais especialistas.

Ele diz ainda que muitos prestadores de serviços que serão utilizados durante os jogos, em restaurantes, hotéis e até mesmo os taxistas não estão treinados para auxiliar as pessoas com deficiência. “Tínhamos que dar o exemplo. Afinal só no Distrito Federal temos 650 mil deficientes. No entanto, sem a parceria do governo, a falta de políticas sociais e a má vontade das empresas fica complicado.”

A cadeirante Fátima Félix, gerente CDPD-BH, afirma que o preconceito é diário. A sua deficiência foi adquirida aos 14 anos, por causa de uma paralisia. “Tive muita dificuldade para entrar no mercado de trabalho. Eu entregava currículo o dia inteiro e não tinha vaga nenhuma para mim. Foi aí que percebi que precisava orientar o empregador das minhas dificuldades”, diz.

Ela afirma que o mercado de trabalho para os deficientes melhorou. “Muitos empresários já fazem a capacitação da pessoa que vão empregar”, diz Fátima. Mas ela reconhece que as piores remunerações e empregos são oferecidos aos deficientes. Todas as unidades de atendimento ao trabalhador do Sistema Nacional de Emprego (Sine) em Minas atendem os trabalhadores portadores de deficiência. Hoje, a unidade BH-Lourdes, na Rua da Bahia, faz atendimento preferencial a esses trabalhadores. (GC)

Fonte: Estado de Minas.

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Uma Reposta para “Qualificar é Preciso”

  1. On 23 de janeiro de 2013 at 15:23 RAFAEL MARCOS GARCIA respondeu com... #

    JESUS É FIEL. PARABENS PELO SITE.

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